Tradução de Artigo – Default Mode Network
(Rede de Modo Padrão)
Trinta anos de pesquisas com imagens
cerebrais convergiram para definir a Rede de Modo Padrão do cérebro — um
sistema cerebral novo e apenas recentemente valorizado, que participa de modos
internos de cognição. Aqui, sintetizamos observações anteriores para fornecer
evidências sólidas de que a rede de modo padrão é um sistema cerebral
específico, anatomicamente definido, preferencialmente ativo quando os
indivíduos não estão focados no ambiente externo.
A análise da anatomia de conexões em
macacos sustenta a existência de um sistema cerebral interconectado. A rede de
modo padrão é ativa quando os indivíduos estão envolvidos em tarefas voltadas
para o interior, como recuperação de memórias autobiográficas, imaginar o
futuro e conceber perspectivas de outras pessoas. A anatomia funcional da rede
revela que ela é melhor compreendida como múltiplos subsistemas interagindo. O
subsistema do lobo temporal medial fornece informações de experiências
anteriores sob a forma de memórias e associações — os blocos de construção da
simulação mental. O subsistema pré-frontal medial facilita o uso flexível
dessas informações durante a construção de simulações mentais autorreferentes.
Esses dois subsistemas convergem em nós importantes de integração, incluindo o
córtex cingulado posterior.
As implicações dessas observações
funcionais e anatômicas são discutidas em relação aos possíveis papéis
adaptativos da rede de modo padrão: utilizar experiências passadas para
planejar o futuro, navegar interações sociais e maximizar o valor dos momentos
em que não estamos envolvidos com o mundo externo. Concluímos discutindo a
relevância da rede de modo padrão para a compreensão de distúrbios mentais como
autismo, esquizofrenia e doença de Alzheimer.
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